In the forests of the night 2011. A cidade e a noite. As fotografias desta série efectuaram-se na cidade do Porto, tendo-se utilizado como luz a que existia nas suas ruas, que eram os lampiões, os néon, as entradas de metro, as montras das lojas.

São cenas construídas que abordam as vivências das personagens que deambulam pela noite na cidade, que podem ser as pessoas sozinhas ou os casais de namorados. Estas cenas tiveram como fonte de inspiração as imagens de filmes reais ou imaginários, histórias que nos permitem interpretar as relações e as deslocações sem sentido à procura de identidade.

Para a sua realização fotografaram-se previamente os lugares seleccionados com a iluminação certa e construíram-se maquetes para orientar a realização das imagens finais. São como fotogramas de imagens subtraídas de um filme, que nos permite imaginar a continuação destas histórias nocturnas.Também nos pode transportar a momentos vividos, tal como um exercício de simulacro para rever os nossos desencontros, criando ambientes psicológicos reinventados.

A noite na cidade torna-se misteriosa, a nossa percepção do ambiente altera-se pela falta de luz e pela falta de visibilidade, situações que por vezes vemos à distância e que nos faz recordar algo já visto mas que não sabemos onde. Parece que tudo se transforma por de baixo da luz amarela do lampião, que origina flaches da realidade, como os olhos que assomam à janela de um carro em movimento.

"A noite sugere, não ensina. A noite encontra-nos e surpreende-nos pela sua estranheza; ela liberta em nós as forças que, durante o dia, são dominadas pela razão." (Brassaï)

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In the forests of the night 2011. La ciudad y la noche. Esta serie se realizó en la ciudad de Oporto, aquí la luz es la existente en las calles, farolas, neones, entradas del metro… Escenas construidas que abordan vivencias de los  personajes que deambulan en la ciudad nocturna, tal vez  personas solas o parejas de enamorados. Estas escenas tuvieron como fuente de inspiración, imágenes cinematográficas, historias que nos permiten interpretar vacuas relaciones y  desplazamientos  en la búsqueda de  identidad.

Previamente se hicieron tomas de los lugares seleccionados, buscando la luz precisa y se construyeron maquetas para orientar el resultado deseado. Fotogramas de imágenes sacadas de una película, que nos permiten imaginar la continuación de estas historias nocturnas-
En nuestro imaginario podemos encontrar guiños a momentos psicológicos ya vividos, desencuentros nocturnos, una discusión, un paseo meditabundo bajo la lluvia, un beso bajo los focos de un coche que nos ciega.

La noche en la ciudad se vuelve misteriosa, nuestra percepción del entorno se altera por la falta de luz, de visibilidad, situaciones desconocidas que vemos en la lejanía y nos traen recuerdos propios , todo se transforma bajo la intensidad amarilla de la farola,  como  ojos asomados en una ventanilla de un coche en movimiento.

“La noche nos sugiere, nos enseña. La noche nos encuentra y nos sorprende por su extrañeza; nos libera de las fuerzas, que durante el día, son dominadas por la razón”. Brassai

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