Em Night Falls 2011, cai a noite e os sonhos transformam-se em escudos protectores onde a comunicação se torna prisioneira de si mesma. Fotografias realizadas num pequeno jardim com um só foco de luz dirigida, onde as cenas são improvisadas a partir de pequenas acções simples de aproximação e separação.

Cria-se um desfoque ou invisibilidade através de certos materiais semi-transparentes, que dá uma leitura fragmentada dos corpos e que nos induz à busca de recordações e sensações inconscientes.

A fina película que nos separa da realidade, serve para despoletar emoções infantis, quando algo cai vai girando velozmente na profundidade invisível da memória, e construímos uma pirâmide para do alto ver o horizonte e deixar o nosso olhar perder-se na noite. Cai a noite e a luz determina os lugares visíveis, define o que podemos e não podemos ver, as linhas entrecruzam-se e deixam de ser instantes aos nossos olhos, mas não à câmara fotográfica.

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Night Falls, 2011, cae la noche y los sueños se transforman en escudos protectores donde la comunicación se vuelve prisionera de sí misma.
Fotografías realizadas en un pequeño jardín con un solo foco de luz dirigida,  las escenas son improvisadas a partir de acciones simples de aproximación y separación.

Se crea un desenfoque o invisibilidad a través de ciertos materiales semitransparentes, que nos ofrece una lectura fragmentada de los cuerpos y  nos induce hacia una búsqueda de recuerdos y sensaciones inconscientes.

La fina película que nos separa de la realidad sirve para desatar emociones infantiles, cuando algo cae va girando velozmente en la profundidad invisible de la memoria, construimos una pirámide para desde lo alto, ver el horizonte y dejar nuestra mirada perderse en la noche.
Cae la noche y la luz determina los lugares visibles, define lo que podemos y no podemos ver, las líneas se entrecruzan y dejan de ser instantes para nuestros ojos, no para la cámara fotográfica.

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